quarta-feira, 30 de junho de 2010

Música e Razão

fonte: www.saindodamatrix.com.br/.../07/emanacoes.htm

fonte:www.fc.up.pt/mat/index.php?id=154


A música envolve a razão? Em que circunstância?



Pesquisando a origem da música, descobrimos um encontro importante da música com a matemática.Em muitos povos da Antigüidade,a música e a matemática aparecem em campos separados, porém com forte presença.

A organização das escalas musicais foi feita utilizando a matemática, mesmo que de maneira diversificada nos diversos povos.

Pitágoras é quem mais desta-se nas pesquisas, experimentos e descobertas desta área.

Ele é o possível criador do Monocórdio, no século VI a.C, esta sua descoberta origina o quarto ramo da matemática, que é a Música.

Monocórdio ou manicórdio é um instrumento musical, de treinamento e de laboratório, composto por uma caixa de ressonância sobre a qual era estendida uma única corda presa a dois cavaletes móveis.

fonte: www.musicaeadoracao.com.br

sábado, 26 de junho de 2010

a Matematica na música, elas se correspondem.

fonte: www.usp.br/.../espaco26dez/0comportamento.htm

Na sua definição mais simples, Música é "ritmo e som". Ou seja, é uma combinação de sons executados em determinada cadência. A importância da Matemática na Música está presente desde a concepção mais fundamental do que é "som musical" e do que é "ritmo".

Os sons com os quais podemos criar nossas músicas constituem o que chamamos de "escala musical". Eles são definidos a partir de relações matemáticas muito precisas e, quando combinados de determinadas maneiras, podem produzir resultados agradáveis aos nossos ouvidos. Essas relações matemáticas, junto com as características intrínsecas das vibrações sonoras, são a base para a "harmonia" na superposição dos sons musicais.

Por outro lado, a maneira como encadeamos os sons em nossas músicas também segue regras com fundamentos matemáticos. Todos os tipos de "ritmos" que podemos conceber musicalmente obedecem a algum tipo de divisão fracionária, cuja característica sempre está vinculada a um determinado gênero artístico ou a um tipo de cultura.

Conhecer essas influências matemáticas é, antes de tudo, conhecer a essência da própria Música.

fonte: www.musicaeciencia.com.br

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Aula De Matemática
Tom Jobim

Composição: Antonio Carlos Jobim / Marino Pinto

Pra que dividir sem raciocinar
Na vida é sempre bom multiplicar
E por A mais B
Eu quero demonstrar
Que gosto imensamente de você

Por uma fração infinitesimal,
Você criou um caso de cálculo integral
E para resolver este problema
Eu tenho um teorema banal

Quando dois meios se encontram desaparece a fração
E se achamos a unidade
Está resolvida a questão

Prá finalizar, vamos recordar
Que menos por menos dá mais amor
Se vão as paralelas
Ao infinito se encontrar
Por que demoram tanto os corações a se integrar?
Se infinitamente, incomensuravelmente,
Eu estou perdidamente apaixonado por você.

fonte:www.cifraclub.com.br\letrademusicas

UMA PROGRESSÃO GEOMÉTRICA MUITO ESPECIAL- prof º Luiz Netto*




fonte: www.caraipora.tripod.com/assuntos.htm

*Professor graduado em Matematica pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Santo André -SP

Quando no estudo da matemática nos deparamos com algum tópico que podemos visualizar uma aplicação prática, e para nossa felicidade, há muitos deles, se já apreciamos o seu estudo, isto reforça ainda mais nosso interesse, pois afinal aquilo que é produto exclusivo da inteligência do homem, a matemática, encontra um modelo prático que represente o que era produto da inteligência, da imaginação. Assim, quando estudamos a matemática da música, em seus vários aspectos, como por exemplo, na análise das sequências das notas sonoras da escala musical igualmente temperada, nos damos conta que os valores das frequências das sequências de notas de uma oitava, formam uma PROGRESSÃO GEOMÉTRICA, cuja razão é igual a dois elevado a um doze avos.

Eu teria gostado muitíssimo em minha época de estudante que meus professores me houvessem chamado atenção para este fato, para essa progressão especial, que fala de algo que não há ser humano que não goste: A Música. Assim, além de descobrir algo novo, teria aumentado ainda mais o meu interesse pelo seu estudo. Mas... as vezes acho que poucos deles sabiam disso... porque claro está que na medida que mostramos as múltiplas utilidades dos estudos de matemática, aumenta o interesse do aluno e deixaríamos de ouvir de muitos estudantes: Não gosto de matemática... ! - quando na verdade estão expressando que não gostam é daquilo que não compreendem e comprender certas coisas - depende muito da didática daqueles que nos ensinam! Mas, deixemos um pouco de lado dessa filosofia pedagógica, e voltemos para a nossa progressão geométrica.

Assim, podemos imaginar essa progressão geométrica com o primeiro termo igual a unidade, e os termos subsequentes obtidos atraves das multiplicações sucessivas por 1,0594631:

Vemos aqui uma sequência de 13 têrmos dessa progressão geométrica que representa a sequência das notas da escala musical igualmente temperada pois 12 são seus intervalos musicais compondo uma oitava. O número 2, sobre o número 1,0594631 corresponde ao primeiro intervalo. O décimo terceiro termo já pertence à próxima oitava, ou seja se você começa por exemplo pela nota do - (1), quando tiver subido uma oitava, a frequência dessa nota será o dobro - (2). Assim, se a nota escolhida for a nota LA2, que sabemos tem uma frequência de 220 Hz, quando tivermos percorrido a oitava toda, a frequência será de 440 Hz.

Exemplificando, para a nota La2: É só multiplicarmos todos estes números da sequência da PG por 220: 220*1 - 220*1.0594631 - 220*1,1224621 e teremos a sequência:


220 - 233,08 - 246,94 - 261,62 - 277,18264 - 293,66478 - 311,124 - 329,62756 - 349.22824 - 369,9944 - 391,99541 - 415,30471 - 440, notas estas que são:
la2 - la# - si - do - do# - re - re# - mi - fa - fa# - Sol - sol# - La3



Assim, você percebe que pode escolher qualquer um destes números e ir multiplicando sequencialmente pela razão 1,0594631 para obter todas as notas das oitavas seguintes, ou seja todos os termos dessa progressão geométrica, muito especial, porque com ela construímos a Escala Musical Igualmente Temperada.


OUTRA PROGRESSÃO GEOMÉTRICA MUITO ESPECIAL

O leitor poderá indagar o que poderia representar uma progressão geométrica cujos termos fossem formados pelo inverso dessa razão, ou seja: 1/(1.0594631)^n, ou seja o primeiro termo como 1 e os outros obtidos pela multipicação por essa razão.

Então teríamos para o primeiro termo, o inverso de 1 que é um mesmo, para o segundo termo,


para o terceiro termo o inverso de 1,1224621, para o quarto termo, o inverso de 1,189 2071, e assim sucessivamente, formando a seguinte sequência de têrmos:

1 - 0,9438743 - 0,8908987 - 0,8408964 - 0,7937005 - 0,7491535 - 0,7071067 - 0,6674198 - 0,6299604 - 0,5946035 - 0,5612309 - 0,5297314 - 0,5..... etc...

Mas o que esta sequência de números podem representar? - Estas sequências de números podem representar os comprimentos das cordas que percurtimos para obter as várias frequências da progressão geométrica de razão 1.0594631. Vejam a figura abaixo, o instrumento violão, onde aparecem todos esses números. Você pode escolher então como primeiro termo de sua progressão geométrica, inversa daquela primeira que estudamos, como sendo o comprimento das distâncias entre as cordas soltas do instrumento e assim obterá todas as distancias das cordas que correspondem as frequências obtidas, multiplicando seguinda pela razão: 0,9438743. Não é mesmo espetacular? ...Hein? Então, a matemática é algo para ser estudado com muito carinho, devagar, sem pressa, com reflexão, porque uma vez entendido algo, e bem entendido, esse entendimento traz uma grande satisfação interior, qual seja; O SABER, e uma outra maior ainda, poder ensinar aquilo que foi entendido.





À Circunferência mais externa do lado das frequências, corresponde a circunferência
mais interna do lado do Comprimento das Cordas - Quanto mais alta é a frequência
menor é o comprimento da corda que produz sua vibração. Repare que embora os
invervalos sejam iguais, eles vão ocupando espaços cada vez maiores do lado das
frequências e o inverso ocorre do lado do comprimento das cordas.

fonte:www.caraipora.tripod.com/assuntos.htm

terça-feira, 22 de junho de 2010

A matemática e a música

fonte: www.fc.up.pt/cmup/musmat/


Qualquer movimento vibratório de ar na entrada do ouvido corresponde a um tom musical que pode ser sempre e de maneira única exibido como uma soma de um número infinito de movimentos vibratórios simples, correspondendo aos sons parciais deste tom musical. As primeiras componentes na Série Harmônica correspondem às freqüências associadas aos primeiros termos da Série de Fourier que determinam portanto razões de pequenos números inteiros relacionados às consonâncias pitagóricas, tanto uma corda como colunas de ar em instrumentos de sopro possuem a característica de vibrar não apenas como um todo, mas ainda simultaneamente como duas metades, três terços, quatro quartos e etc.

Do ponto de vista matemático, observa-se que a força de cada harmônico contribuirá para a construção da forma da vibração periódica que se relaciona com o timbre do som.

Nos instrumentos musicais, exploram-se e utilizam-se harmônicos de diversas maneiras, os instrumentos de sopro obtêm harmônicos de um determinado som soprando-o com maior intensidade, enquanto que os executantes de instrumentos de corda podem fazer uma única corda vibrar em seções correspondentes a determinado harmônicos, tocando levemente em pontos de máximo que inibem harmônicos inferiores.


Origem da Matemática e da Música

Em quase todos os povos da Antiguidade encontram-se manifestações destes dois campos em separados. O poder conquistador da música já se expressa na mitologia grega em Orfeu, cujo canto acompanhado de lira sustava os rios, amansava feras e movia pedras. A matemática também se faz presente desde os tempos mais remotos, por exemplo na contagem das coisas. A interação entre essas áreas torna-se fortemente manifesta a partir da necessidade de equacionar e solucionar problemas da consonância, no sentido de buscar fundamentos científicos capazes de justificar tal conceito.

Com relação à organização de escalas musicais, esta ocorreu de diversas maneiras em diferentes povos e épocas, porém com alguns aspectos em comum. Os gregos desenvolveram os tetracordes e depois escalas com sete tons.

Teóricos musicais como Pitágoras, Arquitas, Aristoxeno, Erastóstenes se dedicaram à construção de escalas desenvolvendo diferentes critérios de afinidade. Por exemplo, valorizando os intervalos de quinta perfeitas, bem como a utilização somente de números de 1 a 4 na obtenção das frações da corda para gerar as notas da escala, Pitágoras estabeleceu uma afinação utilizando percursos de quinta para a obtenção das notas da escala.

Arquitas constrói sua escala baseada em frações da corda resultantes de medias harmônicas e aritméticas daquelas encontradas por Pitágoras no experimento do monocórdio. Já Erastóstenes elaborou a diferenciação entre intervalos calculados aritmeticamente a maneira de Aristoxeno, de intervalos calculados pela razão.

fonte:www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/matematica/musica_matematica.htm